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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PAISAGISMO ALIMENTAR a contribuição de uma nutricionista à CULTURA AMBIENTAL nas CIDADES no sex XXI.

Caminhar na(s) cidade(s), conhecer encantos raros, praças, parques, ruelas arborizadas, ainda ouvir pássaros, ver mudanças na paisagem, ocupações urbanas de várias épocas, várias influências. E ainda encontrar espaços para cultivo de plantas coloridas, belezas da natureza...
O momento ambiental que vivemos aponta para recolocar em cena as verdadeiras necessidades dos cidadãos, nas atuais cidades e campos, séc. XXI, e propor o habitat onde o humano ser integra seu espaço, assumindo a melhoria da cidade-espaço-território onde mora, reside.
As soluções criativas vem acontecendo rápida e simultaneamente no Planeta, recriando cidades verdes, coloridas, onde o Paisagismo biodiverso reencontra seu papel de equilíbrio climático e aceita o ALIMENTO como parte desse espaço - um espaço saudável, prazeroso e curativo!
Giba, o Horticultor Urbano, da pg "meu jardim meu alimento" de Blumenau, Rosane Barcellos Mezzosoprano com seu Microfundio, a Feira de Trocas de Sementes e a pg Horticultores Livres em Porto Alegre, o Marco Krug no Sítio da Amizade em Viamao, a Claudia Visoni e as Hortas nas Praças em SAMPA, tem agitado o cenario nestes últimos anos.
Paisagismo ALIMENTAR
O conceito de Paisagismo Alimentar é novo, há poucas referências.
Mas há ideias e práticas onde ele se insere e colabora: permacultura; agrofloresta; paisagismo regenerativo, jardins de cura, jardins comestíveis; construções com bambu, yurts, domos e nas tecnologias de coleta, limpeza e manutenção das águas.
Na internet, o conceito de Paisagismo Alimentar é encontrado em e-book de 2012, de Fernando José Passarelli Neme (1).
“O paisagismo alimentar é a técnica de jardinagem que pretende desenhar locais belos e harmoniosos incorporando a produção de alimentos ao jardim, colaborando com a segurança alimentar urbana do núcleo familiar.”
E em minhas citações, quando retomamos a cultura de plantar e embelezar todo e qualquer espaço disponível. (2). O Giba tem atuado sobre a idéia.
Uma cultura que muitas pessoas trazem no DNA.
O PAISAGISMO ALIMENTAR associa o alimento à paisagem da cidade, reconhecendo regiões onde há vegetação nativa, outras com jardins criados e incluindo as espécies alimentícias a esses sistemas.
E dá soluções ambientais eficazes, recriando micro climas saudáveis (refrescância, oxigenação, aromatização, amortização do barulho, escoamento e limpeza de águas através do sistema de raízes, naturais ou construídos, cisternas, compostagem, atração de pássaros, borboletas, abelhas).
Frutíferas nativas de POA e do RS - amora, guabiju, pitanga,
jaboticaba, goiaba, araçá - estão sendo estudadas e divulgadas pelo InGá-
Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais, em projeto com a SMAM- Fundo
Pro Ambiente, ano 2013, com participação do Prof. Paulo Brack-Biologia-
UFRGS.

“Existem na capital gaúcha (e no RS) mais de 50 espécies da flora nativa local que podem ser consumidas como alimentos, mas apesar dessa grande biodiversidade, pouquíssimas dessas plantas são conhecidas ou utilizadas pela população” (3)

O Atlas Ambiental de Porto Alegre, com extrema beleza, convida ao estudo do Sistema Natural, Sistema Construído e Gestão Ambiental de Porto Alegre, propondo uma Ciência Cidadã que co-cria e compartilha conhecimentos em envolvimento comunitário. (4)

Jose Antônio Hoyuela Jayo, na página do Observatório da Diversidade Cultural, conta o pensar da nova legislação ambiental ibérica:

“essas leis consideram a paisagem um bem público, direito de todas as pessoas com a gestão e execução para a transformação do território”.

A Paisagem é Cultura. (5).

Na Espanha: Lei da Paisagem de Catalunha, 2005; Valencia, 2004; Galiza, 2009, País Basco (projeto de lei 2012),

No Brasil, a Chancela Paisagem Cultural foi adotada em 2009, com importantes avanços nesta linha, mas, com duas diferenças fundamentais em relação ao conceito europeu, a seleção das paisagens eminentemente
“culturais”, de excelência, e o uso de ferramentas operativas limitadas.
Nem todas as paisagens, mas apenas as de maior interesse cultural, são consideradas. Apesar de ser uma proposta interessante e propor uma gestão público – privado, e orientado à gestão operativa, realmente não oferece capacidade real de integrar essas iniciativas com os instrumentos de planejamento urbano nem com as políticas públicas, leis e regulamentos
que atuam acima do território” (5)

Na medida em que muitas cidades passam a trocar rodovias por parques, (6) e parques são criados sobre lixões, como o Parque Midron em Jaffa-Tel Aviv, Israel, a urgência da NATUREZA na cidade é fundamento para a sanidade coletiva. (7)

“O arquiteto paisagista paulista Benedito Abbud afirma que praças e parques convidam as pessoas ao convívio social, lazer e contemplação da paisagem, em um momento especial de usufruto e relaxamento”. (8)

A surpresa de encontrar laranjeiras, limoeiros, romãs, alecrim, sálvia, maracujá e árvores frondosas com mais de 50 anos, pelas ruas de Tel Aviv,me devolveu a conexão com a Bauhaus, que eu havia estudado e me apaixonado na Faculdade de Arquitetura, 1976. (9)

A cidade foi concebida por arquitetos provindos da BauHaus alemã, sonhando um espaço de relacionamento numa cidade jardim, nos anos 30. Os prédios são blocos parecidos, simples, de materiais populares, e tem espaços entre eles, onde há vegetação. (10)

Hoje as árvores refrescam o calor do verão mediterrâneo, quente e seco. Grandes alamedas, como a Sderot Chen, próxima à Prefeitura, e onde está o Centro Cultural Brasileiro, ligado à Embaixada, tem um belo bosque urbano usado pelas pessoas todos os dias.

O povo israeli tem paixão pela rua e pela arborização, ama e vive suas pracinhas, praças, parques.


A cultura da jardinagem e a presença de fontes em Israel podem ter origem na época da Al- Andaluz, o que conhecemos por Espanha Islâmica, na península ibérica, banhada pelo Mediterrâneo, quando judeus, muçulmanos e cristãos viveram em período de relacionamento criativo entre os sécs. VIII e XIV.

A cultura de aproximar diferenças e dar soluções positivas coletivas nesse período muçulmano gerou uma paixão por cultura, arquitetura, artes,
construindo bibliotecas, jardins com agricultura, utilizando as águas para
refrescar o ambiente e como elemento de introspecção religiosa.

 Maria Rosa Menescal. em tese apresentada no livro “Ornament of the World, How Muslims, Jews, and Christians Created a Culture of Tolerance in Medieval Spain” conta um período muito profícuo da história, bastante desconhecido. (11)

Os três jardins mais antigos da Europa e que ainda se conservam são do tempo árabe-andaluz: Alhambra, Generalife e o Alcazar de Cordoba.

Objetivos:

1. Popularizar o conceito e práticas de PAISAGISMO ALIMENTAR, como CULTURA AMBIENTAL.

2. Mapear a Rede de Experiências similares

3. Envolver e planejar trocas de informações e ações para a criação

de “Territórios de Paisagismo Alimentar”, em coletivos por adesão.

4. Inserir os “Territórios de Paisagismo Alimentar” nas politicas públicas de urbanismo, alimentação e saúde coletiva.



Métodos de Ação:
- Revisar bibliografia com temas similares que fortaleçam a teoria e pratica do Paisagismo Alimentar
- Articular projetos similares das faculdades da UFRGS
- Estudar CASOS de experiências que possam aderir a um processo comunitário de Paisagismo Alimentar:
1. Bairro Universitário Caxias do Sul, desvendando um eco-bairro: Quintais dos vizinhos, conquista cidadã de APPs urbanas- Parque dos Pinheiros, Reserva na Escola Est. Abramo Randon, Bosque do SAMAE (Secretaria Municipal de Águas e Esgoto). A herança de José Zugno, eng. agrônomo falecido, na arborização com frutíferas do bairro. (12)
2.  Os LIAUS-UFRGS e SMED-POA - Laboratórios de Inteligência do Ambiente Urbano- estratégia adotada na Política de Educação Ambiental da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre (RME), que traz um novo olhar para a cidade no processo de aprendizagem.  “O LIAU produz saberes a partir do local revelando a memória da paisagem das pessoas que habitam o bairro no qual a escola está inserida, propiciando um diálogo respeitoso e frutífero entre os saberes escolares e os da comunidade local.” (13). E os Viveiros Comunitários da Biologia-UFRGS.

3 - PAC Arroio Kruse – São Leopoldo- RS-BR
  A experiência bem sucedida no PAC-Arroio Kruse: a mudança da comunidade ribeirinha ao Arroio Kruse, em situação de alagamentos constantes, para novo assentamento.
 A mudança foi gerida em planejamento participativo entre a municipalidade, os educadores populares do CAMP e grupos dos moradores da beira do Arroio. (14)

4. Pesquisar Coletivos de Permacultura e Agrofloresta no Brasil–
InGá- Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais.
Instituto Arca Verde – São Francisco de Paula
IPEC – Inst. de Ecovilas do Cerrado- Pirenopolis e IPEP-Bagé-RS
Centro Ecológico de Ipê e Antonio Prado (30 anos)
Rede de Agroecologia- Centro UnB Cerrado- Alto Paraíso de Goiás (15)
Sítio da Amizade- Viamao - Sergio Prates e Marco Antonio Krug
IBC - Instituto Bioregional do Cerrado- Thomas Enlazador.

5. Outras experiências fora do Brasil para pesquisa e partilhamento de práticas:
5.1 - A politica de jardinagem em San Francisco, em inglês “gardening”, palavra que se refere ao plantio integrado de jardim com flores +horta + frutas + condimentos + chás. (16)

5.2 – A motivação, a gestão, e resultados do Movimento “Incredible Edible” (incríveis comestíveis), em Todmorden, Grã-Bretanha, cidade com 17 000 habitantes onde todos os espaços estão sendo plantados com alimentos. (17)
Pam Warhurst, liderança do Incredible Edible, pergunta: “O que uma comunidade deve fazer com sua terra sem uso?”.
Plantar comida é claro!
 Com energia e humor, Pam Warhurst conta no TEDSalon a história de como ela e uma crescente equipe de voluntários se juntaram para transformar vários terrenos sem uso em jardins comunitários de vegetais, e assim mudar a narrativa sobre comida na sua comunidade. (18)

5.3- Movimento GreenBelt no Quenia, fundado em 1977 por  Wangari Maathai- Premio Nobel da Paz 2004
Maathai fundou o Green Belt Movement, uma organização não governamental ambiental concentrada em plantação de árvores, conservação ambiental e direitos das mulheres.
Em 1986, ela foi premiada o Right Livelihood Award, e em 2004, se tornou a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel por sua contribuição ao desenvolvimento sustentável, à democracia e à paz.
Maathai foi eleita membro do Parlamento queniano e era ministra dos recursos ambientais e naturais no governo do Presidente Mwai Kibaki de 2003 – 2005 (19)
5.4 - Bauhaus TEL AVIV cidade verde- práticas coletivas. (20)


CONCLUSÃO

“Semear, germinar, enraizar, florescer, frutificar, saborear.....
Amar, conceber, gestar, nutrir, criar.
Ser entre SERES,
Ente entre entes! AmbiENTE!
Cósmico Mineral Vegetal Animal Humano!!!!”
(Poesia de ZédosRios) (21)

O Sec. XXI vai responder ao paradigma da Cidade Ambiental em gestão coletiva.
Muitos coletivos já estão co-criando novos espaços e perspectivas, plantando nas cidades.
É o conhecimentos desses movimentos, o partilhamento das experiências e a expansão das ideias, das práticas e dessas tecnologias sociais que baliza este estudo de mestrado: “Paisagismo alimentar, a contribuição de uma nutricionista à Cultura Ambiental das cidades no sex XXI”.
Um novo viver e conviver, em que as relações vão se tornando saudáveis pela efetiva reconexão entre as pessoas que participam da experiência de gerir e embelezar seus espaços de vida.
Onde o saber fica evidente nos cultivares de cada um.
A antevisão de uma cultura ambiental em movimento.
Um movimento social!  Uma onda “viral”!

Bibliografia e citações na internet
1. Neme, Fernando José Passarelli, 1ª Edição São Paulo 2012.
https://pramelhorambiental.files.wordpress.com/2013/11/paisagismo-alimentar-e-book1.pdf
2. Claudia Lulkin em Entrevista ao COEP – Fome Zero- 2010 sobre a experiência dos “enCanterinhos” no Projeto PAC-Arroio Kruse, São Leopoldo, RS/2010, junto com Mateus Ray do InGá e João Werlang, do CAMP.
http://www.mobilizadores.org.br/entrevistas/paisagismo-alimentar-alia-jardinagem-a-alimentacao-saudavel/
3. Projeto Pró-Frutas Nativas de Porto Alegre, SMAM- Fundo Pró-Defesa do Meio-Ambiente, InGá- Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais,
 http://frutaspoa.inga.org.br/
4- A881 ATLAS Ambiental de Porto Alegre, 3ª. Ed. rev /coordenado por Rualdo Menegat, Maria Luisa Porto, Clovis Carlos Carraro e Luís Alberto Dávila  Fernandes ´Porto Alegre : Ed. Universidade/UFRGS, 2OO6. 256 P. Il. CD-Rom

5- Observatório da Diversidade Cultural
http://observatoriodadiversidade.org.br/site/o-papel-da-paisagem-no-desenvolvimento-sustentavel/

6. Constanza Martínez Gaete. "seis cidades que trocaram suas rodovias por parques urbanos" 25 Abr. 2014. ArchDaily Brasil.
http://www.archdaily.com.br/br/601277/6-cidades-que-trocaram-suas-rodovias-por-parques-urbanos


7. Sobre o Parque Midron em Jaffa-Tel Aviv-Israel:
 http://www.telavivfoundation.org/us/project/Details/673

8. Benedito Abbud na Expo Arquitetura Sustentável, novembro 2015, São Paulo:
http://www.segs.com.br/demais/61033-paisagismo-urbano-e-tema-da-palestra-de-benedito-abbud-na-expo-arquitetura-sustentavel-2015.html

9. Sobre a Escola de Arquitetura BAUHAUS:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bauhaus

10. Tel Aviv- BAUHAUS- Cidade Verde!
 http://claudialulkin.blogspot.com.br/2015/09/bauhaus-tel-aviv-cidade-verde.html

11.  Menocal, Maria Rosa. Ornament of the World: How Muslims, Jews, and Christians Created a Culture of Tolerance in Medieval Spain, ISBN-13: 978-0316566889.
http://bridgingcultures.neh.gov/muslimjourneys/items/show/37

12. Sobre José Zugno, engenheiro agrônomo de Caxias do Sul, no blog do Prof. Armindo Trevisan, ex-professor da Faculdade de Arquitetura da UFRGS entre 1973 a 1986.
http://armindotrevisan.blogspot.com.br/2012/08/o-agronomo-que-promoveu-vida-agricola.html

13. Laboratórios de Inteligência do Ambiente Urbano – LIAUs:
 “O conhecimento do lugar fazendo a diferença na Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre/RS”
Anais XVI Encontro Nacional dos Geógrafos Crise, práxis e autonomia: espaços de resistência e de esperanças - Espaço de Socialização de Coletivos – ENG 2010 – Porto Alegre.
Adriana Soletti; Ana Elisa S. Fontoura; Andreia Osório; Cleonice de Carvalho Silva; Cynthia Tarrago Carvalho; Elvio Vinicius Guterres Machado; Helena Beatriz Moreno Velazquez; Loreci Zancanaro; Rosa Maris Rosado; Rualdo Menegat; Susane Hübner Alves e Teresinha Sá Oliveira
rosadomar.geo@gmail. Seção Porto Alegre

file:///C:/Users/Jos%C3%A9%20Oliveira%20Luiz/Downloads/T0036%20-%20Rosa%20Rosado.pdf

14 Cruz, Mauri José Vieira. “REFLETINDO SOBRE O PAC ARROIO KRUSE: Uma experiência exitosa”.
http://www.idhes.org.br/biblio/artigos/pol_publicas/CRUZ,%20Mauri%20Jos%C3%A9%20Vieira_PAC%20Arroio%20Kruse_Reflex%C3%B5es%20Metodol%C3%B3gicas.pdf
15.  Departamento de Parques e Recreação de San Francisco e o projeto dos jardins comunitários:
http://sfrecpark.org/park-improvements/urban-agriculture-program-citywide/community-gardens-program/

16. Pam Warhurst e o Movimento “Incredible Edible” em Todmorden-Grã Bretanha
http://www.ted.com/talks/pam_warhurst_how_we_can_eat_our_landscapes?language=pt-br

18. TED Pam Warhust:
https://www.ted.com/speakers/pam_warhurst
19. Wangari Maathai e o Greenbelt Movement:
http://www.greenbeltmovement.org/
20. op cit:
 http://claudialulkin.blogspot.com.br/2015/09/bauhaus-tel-aviv-cidade-verde.html
21. Luiz, José de Oliveira. Memoria de Gari. 1976, 1979 e
Cuca Fresca & Memoria de Gari 2013, Eds. do autor.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

muitas PESSOAS em conexão por nosso PLANETA ético!!!!

Entre meus "seguidores", meus nov@s amig@s,
encontros com preciosas PESSOAS e suas preciosidades!
Especiarias e Ervas Aromáticas
http://universoalimentos2.blogspot.com/2010/06/especiarias-e-ervas-aromaticas.html
Testes em animais:
Os HUMANOS passam por seus "perrengues"...
Também buscam libertação de tantas amarras por PRE conceitos absurdos, atividades econômicas dilapidadoras da VIDA, MEDO um do outro...até que movimentos drásticos Nos impelem e nos damos conta que somos PESSOAS que vivemos em um Planeta LINDO
onde há MUITAS VIDAS....desde microorganismos...uma micoriza....QUE auxilia a absorção de Nitrogênio do solo para a planta e torna PROTEÍNA....vegetal....
até macacos, elefantes, minhocas, cachorros e gatos, ovelhas,....abelhas
tantas formas, belezas, talentos....
E, então, uma tradutora egípcia fala sobre PESSOAS que rompem barreiras Entre Si!!!!!
enviado por meus amigos do Coletivo Catarse:

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

GeNiAl...garot@s criando Queijos veganos!!!!!(ainda não traduzidos!)

Foto: queijo vegetal da Casa Verde, por Ellen Augusta.
Os ingredientes:
Alga AGAR AGAR (dá a textura de gel- cremoso)
Tofu
Caju hidratado
Temperos
(tomates-molho, missô, ervas...)
O agar é gelatinizado em água quente.
E os ingredientes são batidos no liquidificador.

E SEITAN- GLÚTEN DE TRIGO, muito antigo!



ULTIMATE UNCHEESE:

em inglês
e seguidora....

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Nelba Villagrán-nutricionista chilena-vegetarianismo-doenças auto-imunes

http://www.ecodebate.com.br/2010/04/27/ser-vegetariano-e-respeitar-e-salvar-o-planeta-que-nos-permite-a-vida-entrevista-com-a-nutricion

‘Ser vegetariano é respeitar e salvar o planeta que nos permite a vida’. Entrevista com a nutricionista chilena Nelba Villagrán

Publicado em abril 27, 2010 por HC

“É necessário que despertemos, que voltemos a respeitar o nosso planeta e a melhorar a produção. Ser vegetariano é ser ecológico e salvar o planeta que nos permite a vida”, afirma a nutricionista chilena Nelba Villagrán.

Nutricionista pela Universidade de Chile, Nelba Villagrán é, além de engenheira em alimentos, professora na Universidade Finis Térrea, presidenta do Colégio de Nutricionistas Universitários do Chile, especialista no manejo higiênico dos alimentos e presidenta do capítulo chileno da Associação Hispano-americana de Alimentação Natural, Ortomolecular e Anti-Envelhecimento.

A entrevista está publicada no jornal chileno El Ciudadano, 16-04-2010. A tradução é doCepat.

Segue a entrevista.

Por que é vegetariana?

Sofri uma crise de uma doença auto-imune que se chama episclerite. Após vários diagnósticos que realmente não resolveram nada recorri a um médico naturalista, que me fez deixar de consumir carnes e assumir um tratamento de plantas medicinais. Já se passaram aproximadamente 18 anos. Além disso, tinha uma crise de asma nas primaveras, que solucionei deixando de consumir lácteos. Este tem sido um mundo totalmente contrário ao que se estuda nas áreas científicas de nutrição, mas existe e não podemos deixar de vê-lo. Felizmente, cada dia há mais pessoas que te escutam e isso já é uma grande vantagem.

Quais são os pilares da alimentação que você promove?

A alimentação deve ser integral, com alimentos que não tenham sido polidos, que estejam sendo consumidos da maneira como a natureza os criou, porque a natureza nos deu todos os elementos dentro de um grão completo de arroz, por exemplo, ou um grão completo de trigo. O segundo pilar é consumir a maior parte disto cru, o que for possível, como os vegetais e as frutas. Um alimento vivo é aquele que contém todas as enzimas e para isso tem que estar cru ou levemente cozido num refogado na [panela] wok ou levemente passado no calor sem que tenha perdido todas as suas enzimas, que são a fonte da vida. Por último, este alimento deve ser natural, produzido pela natureza e com o mínimo de processos realizados pelo homem. Estes três pilares oferecem ao ser humano todos os elementos nutritivos que a natureza nos deu.

Quais são os mitos de ser vegetariano?

O principal mito é que os vegetarianos não têm opções para proteínas de boa qualidade, assumindo que as pessoas comem alimentos puros ou monotonamente um único tipo de alimento e desconhecendo que o que comemos são misturas de alimentos, que o que comemos num dia se complementa durante o dia e que o que teríamos que somar são aquelas partículas ou aqueles componentes dos alimentos que vão fazer parte de novas estruturas do nosso corpo. Por exemplo, nós podemos conhecer proteínas que não contenham em si mesmos todos os aminoácidos essenciais, mas se na refeição seguinte ou durante o dia for comer outros alimentos, então vão me trazer um aporte complementar.

Antigamente se dizia que se eu não comer feijões com massas não poderia obter um complemento de lisina e de metionina, que eram deficitários em cada um deles, mas atualmente já se sabe que não é necessário que vão ao prato. Pode ser que durante o dia o complemente com outras verduras, com outros cereais, com outros grãos, mas também se descobriu que há grãos que contêm todos os aminoácidos essenciais, como por exemplo, a quinoa, o amaranto e outros alimentos que ainda não conhecemos e que no nosso caso, que somos países andinos, temos nas culturas andinas alimentos extraordinários, ricos em proteína.

O que a inspira a dar aulas de cozinha vegetariana tanto no Chile como no exterior?

A nutrição não é fabricada nos laboratórios de nutrição nem de bioquímica, mas no laboratório da cozinha de cada casa. Dava-me conta de que as ofertas que havia de cozinha vegetariana eram quase todas orientadas para a cozinha hindu, a cozinha oriental, que não é o que as pessoas comuns comem. E então, quando eu atendia uma família no consultório e esta me dizia “sim, mas como coloco isso em prática”, numa consulta curtinha, de uma hora, pode-se indicar às pessoas todas estas soluções caseiras. Me ocorreu fazer um curso que incorporasse o fundamento científico no elemento gastronômico, e creio que a solução para a orientação nutricional das pessoas passa por uma união entre os profissionais da nutrição e os profissionais da cozinha.

Qual foi a recepção das pessoas que participaram destes cursos?

Muito boa. Por exemplo, o fato de ensinar às pessoas a obter um leite vegetal a partir de amêndoas, a partir do gergelim ou da soja, é algo que acham interessante e que se dão conta de que podem usá-lo como ferramenta.

A alimentação chilena

O que acha da estrutura alimentar dos chilenos? Quais os aspectos que poderiam ser melhorados?

Dizem as autoridades que a população chilena está se alimentando muito melhor porque tem acesso e consome alimentos de maior valor nutritivo em grandes quantidades, equivalente aos países desenvolvidos, vale dizer, carnes. E eu me pergunto: se todos os sinais que os fóruns internacionais de nutrição – que relacionam o alto consumo de carne com a obesidade, com as doenças crônicas degenerativas, com a diabete, com a hipertensão arterial – estão dando, então estamos em trilhos diferentes, estamos transmitindo em sintonias absolutamente divergentes.

Há pessoas que estão comendo meio quilo diário de carne e essas pessoas estão tendo doenças crônicas que nunca vão relacionar com o que comem. Desde o Mal de Alzheimer, a artrite, a artrose e uma série de outras patologias que estão associadas a dietas com altíssimos consumos de alimentos protéicos. O consumo de legumes como feijão, grão-de-bico, lentilha, é irrelevante e são os grãos que são ricos em proteínas e não só isso, mas também elementos de hidrato de carbono saudáveis e alguns fotoquímicos que já são reconhecidos como terapêuticos.

Bom e para que falar dos consumos de vegetais como hortaliças verdes, vermelhas, roxas, alimentos de todos os tipos de cores. A cor, por exemplo, vermelha, dos tomates, está relacionada com o licopeno. O licopeno é um fotoquímico já comprovado que é um preventivo do câncer de próstata. Há algumas cores, como o roxo dos arandos ou de algumas berries, que estão relacionadas também com poderosos antioxidantes antienvelhecimento.

A nutrição, na realidade, é o futuro da saúde e tomara que mais pessoas participem conosco neste conhecimento, porque teríamos menos farmácias. Atualmente, no Chile, há quase uma farmácia em cada quadra. Isso nos indica que a população está cada dia mais doente.

Respeitar o planeta

O que nos recomenda diante dos atuais problemas da mudança climática que estamos vivendo?

A medicina ayurvédica, que é a medicina da vida, diz que o ser humano faz parte do cosmos. Também os chineses relacionam o ser humano não apenas com o planeta, mas também com o universo. E a ciência descobriu que cada átomo que forma o nosso corpo, é cada átomo que forma o planeta e cada átomo que forma também os demais planetas e o universo inteiro. Cada movimento que se faz em alguma parte deste planeta, afeta a vida.

Dados da FAO indicam que 70% da floresta amazônica se converteu em pastos ou em produção de alimentos para animais. 80% da área agrícola nos Estados Unidos é destinada à criação de animais e apenas 7% à produção de alimentos humanos. Acontece que nessa mesma área, por cada quilo de carne produzida, podem ser produzidos 160 quilos de batatinhas ou 200 quilos de tomate. Mais de 70% dos cereais produzidos em países desenvolvidos são destinados à alimentação de animais com a finalidade de produzir carne.

O que produz saúde é a produção de vegetais, mas 80% da produção de soja e 50% da produção de milho é utilizada para alimentar animais ou inclusive como etanol. Estamos utilizando diesel de milho. Para produzir menos de um quilo de frango se requer de 3.000 litros de água que não vão produzir hortaliças. Entretanto, para produzir esta mesma quantidade de alface, necessita-se apenas de 23 galões de água.

É necessário que despertemos, que voltemos a respeitar o nosso planeta e a melhorar a produção. Ser vegetariano é ser ecológico e salvar o planeta que nos permite a vida.

(Ecodebate, 27/04/2010) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.

[IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Nereida Cortopassi - ESTUDIOSA sobre TEMPEH


Claudia, excelente seleção alimentar!

Sugiro que toda vez que citarem "soja orgânica" seja acrescentado "fermentada" visto que a fermentação, sobretudo da soja, é um GRANDE diferencial (fundamento) tanto na biodisponibilidade dos nutrientes como na absorção dos mesmos pelo nosso organismo.

Portanto, soja orgânica FERMENTADA deve ser uma constante em nossa consciÊncia:
misso, shoyu, natto e tempeh.

Grata por nos alimentar com seu humor, alegria, informação e força.te abraço,Nereida

sábado, 11 de dezembro de 2010

Consensos em Nutrição fortalecem alimentação centrada no MUNDO VEGETAL!











Compartinho
UMA SÍNTESE NA BUSCA PELA VIDA NO PLANETA, NA SAÚDE COLETIVA e INDIVIDUAL
a partir de vivências brasileiras

Compilo aqui idéias (teorias-práticas) consensuadas dentro das
Academias Internacionais da Nutrição,
que facilitam MuDanças nos HáBiTos AliMenTAres do Coletivo Humano
COM IMPACTOS POSITIVOS na qualidade do consumo de alimentos,
nas "cadeias produtivas"= produção saudável: aproximação cidade-arredores-campo,
na SAÚDE Sócio-Ambiental = organização de relações produtivas"curativas" em vizinhanças (chás, temperos, aromas),
na ocupação permacultural de espaços urbanos ("paisagismo alimentar")
na reavaliação da ocupação territorial-produtiva no campo
no trato higiênico com a obtenção e manutenção da água-mananciais, caseiros, produtivos
nos tratos com "resíduos"(revisitação ao conceito de LIXO-descartes altamente tecnológicos (cucafresca e memoriadegari-pdf)
e na GastroNomia- nossa relação íntima com a COZINHA DIÁRIA:
ENTÃO:
-Utilização de CEREAIS INTEGRAIS: arroz integral, trigo em grão, aveia, centeio, cevada, milho-canjicas, quinoa, amaranto. Flocos, farinhas.
-Variedades de feijões: favas várias, branco, preto, fradinho, moiashi, ingá, guandu, sopinha (a pesquisar tantos outros que já estão nas Feiras Ecológicas e de produtores pelo País)
-Outras leguminosas (cuja produção pode aumentar no Brasil): favas várias, grão de bico, ervilha, lentilhas, soja orgânica, tremoço
-Néctares em FRUTAS no Sul do BR (escrevo em Caxias-RS): goiabas, pitangas, guabiroba, araçá, butiá, laranjas diversas, limões diversos, bergamotas, juçara, bananas, amoras, uva, pessego, marmelo, maracujá, ananás, abacaxi...
-em FRUTAS brasileiras: manga, mamão, cocos: indaiá, buriti, baru, abacate, melancia, melão, jenipapo, jaca, uxi, castanha de sapucaia, jatobá, cupuaçu, açaí, graviola, pupunha, fruta-pão, mangaba, camapu, carambola, graviola, umbu, castanha do brasil, noz pecã, caju, amendoim, ingá, ata, fruta do conde, jenipapo, marmeladinha de canhorro, cereja, jambolão, jambo, ameixas-nêsperas, cagaita, jabuticaba,
-RE CONHECER-pesquisar, experimentar...as variedades de cada uma delas....infinitas possibilidades....
-FRUTAS SECAS: passas de uva, de bananas, de caqui, banana, abacaxi, damascos, peras, figos, tâmaras, pêssegos...
-HORTALIÇAS com seu aproveitamento integral:
VERDURAS-LEGUMES COLORIDOS-"PANCs"-plantas alimentícias não-convencionais
pimentões, brócolis, couve-flor, repolho, rábano, nabo, rabanete, radites, acelga, alfaces, agriões, couve-de-bruxelas, couve-chinesa, erva-doce, salsão, alcachofra, espinafre, dente-de-leão, capuchinhas, serralha, beldroega, bertalha, ora-pro-nóbis, cenoura, beterraba, gengibre, alho, algas, taioba, aipim (mandioca), abóboras, berinjela, pepinos, mostarda...
"PANCs"-plantas alimentícias não-convencionais - A Dra Clara Brandão as chama PERENES
capuchinha, dente de leão, taioba, ora-pro-nóbis, tanchagem, camapu (fisalis), limão cravo,moringa oleífera, jaca,
-FLORES (pesquisas muito atuais) calêndula, capuchinha, margaridas, de goiaba, trevo, pétalas de rosas...
-Sementes: brotos e germinados
-Utilização de SUCOS das frutas, com os vegetais, com seus brotos
-Leites vegetais de coco, gergelim, nozes, amendoim, castanhas, noz pecã, soja...
-Plantas medicinais (BioAtivas): boldo, carqueja, anis, hortelã, lavanda, equinácea, calêndula, erva-de-bicho, guaco, erva maria luiza, cipó mil homens, pariparoba, funcho, chapéu-de-couro, camomila, erva-cidreira, capim-cidró, espinheira-santa, confrei, aloe vera (babosas), losna, poejo, tansagem, copaíba, andiroba, arnica, arruda, cavalinha...
-Plantas condimentares – alecrim, sálvia, manjerona, manjericão-alfavaca, louro, pimentas, cardamomo, cúrcuma, canela, cravo, gengibre, pimentas e pimentões, salsinha, coentro, cominho, hortelãs, melissas...
-Plantas aromáticas- lavandas, cravo, canela, mirra, sândalos, rosas...

Numa AGRICULTURA LIMPA, SADIA, HUMANA, COMUNITÁRIA, PARTICIPATIVA
respeitando as sábias leis da Natureza e os conhecimentos ecológicos atuais
PREPARANDO NoVos PraTos CuliNáRioS que estarão utilizando todos esses princípios inteligentes, curativos,
Exultando benefícios coletivos!
Nessa GRANDE MAGIA VEGETAL!!!


Salve 2012!